Acho que cometi um engano quando publiquei a última postagem: criei este blog para ser de utilidade para alunas e ex-alunas de meu ateliê, e fico muito feliz e honrada com as visitas que tenho recebido de pessoas de outras regiões; prometo pensar sempre nestas visitantes com carinho quando postar algo - idéias, projetos, são sempre úteis para todas nós! Vocês são bem-vindas a visitar, comentar, perguntar, sugerir. Mas espero que compreendam que os desafios premiados são brincadeiras que invento para encorajar e motivar as alunas do ateliê, certo? Vocês podem participar como exercício e eu me comprometo a esclarecer qualquer dúvida que surja; mas não estarão competindo. Se eu estendesse os desafios a todas, haveria uma competição desleal entre minhas alunas (ou ex-alunas) menos experientes e quilteiras experientes do resto do país.
Desculpem o mal-entendido; prometo explicar melhor nas postagens futuras. Obrigada por compreenderem!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Idéia Natalina
Recebi um e-mail da Pam Bono Designs com esta foto de um painel de Natal em forma de ornamento:
Fala a verdade, gente: não é muito, muito fácil? A Pam Bono tem fama de só desenhar blocos super complexos, mas desta vez ela nos presenteou com um bem simples: os blocos em verde e bege são variações de um log cabin; as faixas divisórias vermelhas são tiras compridas com os cantos quebrados em bege. E o centro do bloco é um quadrado bege com os cantos quebrados em vermelho.
Desafio vocês a confeccionar esse projeto e enviar a foto para eu postar aqui. Quem se aventura?
(Sim, tem brinde para a primeira que terminar...!)
Saindo do forno
Estou inaugurando hoje este tipo de postagem: "saindo do forno" vai mostrar o que as alunas andam fazendo de interessante no ateliê. Não vou mostrar tudo, mas procurarei divulgar principalmente alguma criação inusitada- uma escolha de tecido mais exótica, uma combinação de cores inesperada... enfim, o que for inovador e inspirador!
E estreando hoje, esta é uma toalha log cabin da Marilda:
E estreando hoje, esta é uma toalha log cabin da Marilda:
Quem pensaria em usar laranja, amarelo, rosa e marrom - juntos, no mesmo projeto?
A Marilda usou e deu certo!
E esta é a versão da Consuelo para a "Bolsa Lótus":
No meio dos coringuinhas clássicos e bem comportados, ela incluiu um tecido de estampa graúda, de fundo turquesa. Reparem no detalhe dos broches em forma de coração com corujinhas...muito fofo!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Resultado do segundo desafio
Aqui vai o cálculo:
Grade invisível: 6 x 6
Obloco pode ser confeccionado, por exemplo,
com 6, 9 ou 12 polegadas.
Se o bloco medir 6 polegadas, cada quadradinho da grade vale 1”.
Se o bloco medir 9 polegadas, cada quadradinho da grade vale 1 ½”
Se o bloco medir 12 polegadas, cada quadradinho da grade vale 2”
Vamos calcular o bloco com 6 polegadas:
Os triângulos maiores medem 3 polegadas, e de acordo com a fórmula serão cortados
com 3 7/8”:
1 quadrado no coringa escuro (renderá os dois triângulos);
1 quadrado no coringa claro (renderá os dois triângulos);
Os triângulos médios (verdes) medem 2 polegadas e serão cortados com 2 7/8”:
1 quadrado no verde escuro (renderá os dois triângulos);
1 quadrado no verde claro (renderá os dois triângulos);
Os triângulos pequenos medem 1 polegada e serão cortados com 1 7/8”:
2 quadrados no rosa escuro (renderão os quatro triângulos);
2 quadrados no rosa claro (renderão os quatro triângulos);
3 quadrados no coringa escuro (renderão os seis triângulos);
3 quadrados no coringa claro (renderão os seis triângulos).
Fiquei com muita contade de fazer projeto. Alguém me acompanha?
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Mostra de Patchwork em Campinas
Abrindo um parêntese: o desafio continua valendo. Houve algumas tentativas - quase corretas, mas ainda não: a primeira que acertar leva o prêmio!
Fechando o parêntese, e vamos à feira de patchwork.
Ontem eu e uma turma animada (Fátima, Isabel, Ivaneide e Marilda) fomos à edição Campinas do Brazil Patchwirk Show. Foi bom? Foi. Mas sem ponto de exclamação. Essas feiras são sempre legais, mas estão ficando muito, muito repetitivas. Praticamente não vimos peças em patchwork. As poucas presentes estavam em cantinhos discretos, e eram peças extremamente básicas (modéstia à parte, nós damos um banho!). As estrelas da feira eram as bonecas e as eternas aplicações fofinhas com temas batidos - vacas, galinhas, bichinhos, bonecas, anjinhos. Nada contra nenhum desses temas. Só acho que não se poderia dar a esse evento o nome de "Patchwork Show". Poderia ser "Patchwork Shame": shame que dizer vergonha (Ih, peguei pesado).
Meu diagnóstico é: nós, artesãs, precisamos criar mais, e copiar menos. Anjinhos, sim, mas desenhados por nós. Vacas, sim, mas com nosso próprio traço. Ultimamente passei a achar que as revistas de artesanato são um sacrilégio e deviam ser proibidas. O conceito de "artesanato" está se perdendo. Artesanato mesmo deveria ser algo original, feito em cada região, com matéria-prima da região, de preferência. Mas o que se vê é uma epidemia de peças feitas com material do bazar mais próximo e copiadas de revistas da banca mais próxima. Tudo igual, de norte a sul. Ninguém põe a cachola para funcionar.
Lembro que estive em Holambra recentemente e fiquei decepcionada: coisa bonita para ver, lojinhas charmosas... e as mesmas peças de artesanato que encontramos em qualquer cidade. Consuelo sofreu decepção semelhante em São Francisco Xavier: quis adquirir algum tipo de artesanato local, e só encontrou peças repetitivas, encontradas em qualquer revista e em qualquer esquina.
Vocês devem estar estranhando essa minha conversa, já que tenho muitas revistas e zilliões de livros de artesanato. Mas vamos lembrar: eu sempre insisto que livro e revista é para a gente se inspirar e aprender técnicas. Esse conhecimento deve então ser misturado com nossas próprias idéias, sentimentos, visões, interpretações... a pergunta que deve estar na ponta da língua ao começarmos uma nova peça é: E se...? E se eu mudar essa cor? E se eu picotar essa borda? E se eu trocar essa aplicação com cara de estilo Country americano por um elemento da cultura brasileira? E se eu misturar aqui um material que não tem nada a ver com patchwork? E se... enfim, tem de questionar. Tem de usar a imaginação. Ontem, em Campinas, sobrou capricho, material caro e técnica. Faltou imaginação.
Vamos, então, refletir e repensar o artesanato? Vamos olhar a nossa volta e tentar imaginar como nossa visão do mundo pode afetar o que sai de nossas mãos?
Esse, sim, é um desafio.
Abraço da Jane!
P.S.: Não tirei fotos, porque não vi nada que empolgasse... Se quiserem ver fotos da mostra, é so olhar os trabalhos de qualquer revista.
P.S. 2: Parabéns à professora Lee Albrecht, da escola de bordado com o mesmo nome: seu grupo apresentou uma linda exposição (na feira errada, é bem verdade); elas vão muito além do que vemos por aí - fazem um bordado extremamente delicado, com materiais nobres, coisa que não se vê em qualquer lugar.
Fechando o parêntese, e vamos à feira de patchwork.
Ontem eu e uma turma animada (Fátima, Isabel, Ivaneide e Marilda) fomos à edição Campinas do Brazil Patchwirk Show. Foi bom? Foi. Mas sem ponto de exclamação. Essas feiras são sempre legais, mas estão ficando muito, muito repetitivas. Praticamente não vimos peças em patchwork. As poucas presentes estavam em cantinhos discretos, e eram peças extremamente básicas (modéstia à parte, nós damos um banho!). As estrelas da feira eram as bonecas e as eternas aplicações fofinhas com temas batidos - vacas, galinhas, bichinhos, bonecas, anjinhos. Nada contra nenhum desses temas. Só acho que não se poderia dar a esse evento o nome de "Patchwork Show". Poderia ser "Patchwork Shame": shame que dizer vergonha (Ih, peguei pesado).
Meu diagnóstico é: nós, artesãs, precisamos criar mais, e copiar menos. Anjinhos, sim, mas desenhados por nós. Vacas, sim, mas com nosso próprio traço. Ultimamente passei a achar que as revistas de artesanato são um sacrilégio e deviam ser proibidas. O conceito de "artesanato" está se perdendo. Artesanato mesmo deveria ser algo original, feito em cada região, com matéria-prima da região, de preferência. Mas o que se vê é uma epidemia de peças feitas com material do bazar mais próximo e copiadas de revistas da banca mais próxima. Tudo igual, de norte a sul. Ninguém põe a cachola para funcionar.
Lembro que estive em Holambra recentemente e fiquei decepcionada: coisa bonita para ver, lojinhas charmosas... e as mesmas peças de artesanato que encontramos em qualquer cidade. Consuelo sofreu decepção semelhante em São Francisco Xavier: quis adquirir algum tipo de artesanato local, e só encontrou peças repetitivas, encontradas em qualquer revista e em qualquer esquina.
Vocês devem estar estranhando essa minha conversa, já que tenho muitas revistas e zilliões de livros de artesanato. Mas vamos lembrar: eu sempre insisto que livro e revista é para a gente se inspirar e aprender técnicas. Esse conhecimento deve então ser misturado com nossas próprias idéias, sentimentos, visões, interpretações... a pergunta que deve estar na ponta da língua ao começarmos uma nova peça é: E se...? E se eu mudar essa cor? E se eu picotar essa borda? E se eu trocar essa aplicação com cara de estilo Country americano por um elemento da cultura brasileira? E se eu misturar aqui um material que não tem nada a ver com patchwork? E se... enfim, tem de questionar. Tem de usar a imaginação. Ontem, em Campinas, sobrou capricho, material caro e técnica. Faltou imaginação.
Vamos, então, refletir e repensar o artesanato? Vamos olhar a nossa volta e tentar imaginar como nossa visão do mundo pode afetar o que sai de nossas mãos?
Esse, sim, é um desafio.
Abraço da Jane!
P.S.: Não tirei fotos, porque não vi nada que empolgasse... Se quiserem ver fotos da mostra, é so olhar os trabalhos de qualquer revista.
P.S. 2: Parabéns à professora Lee Albrecht, da escola de bordado com o mesmo nome: seu grupo apresentou uma linda exposição (na feira errada, é bem verdade); elas vão muito além do que vemos por aí - fazem um bordado extremamente delicado, com materiais nobres, coisa que não se vê em qualquer lugar.
domingo, 6 de novembro de 2011
Esse é para valer!
Ok, o primeiro desafio foi para aquecer...! Como nem todas tinham tido tempo de ver o blog novo eu prometi postar outro desafio, e aqui vai ele:
Para vencer você precisa me enviar um e-mail com as seguintes informações:
- tipo de grade do bloco (2 x 2, 3 x 3, etc.);
- tamanho que você escolheu para calcular o bloco;
- Lista de corte completa por cor, com o tamanho e quantidade de cada peça a ser cortada em cada cor; observe que no desenho há mais de um tom de cada cor, então considere verde escuro e claro, rosa escuro e claro, e coringa escuro e claro.
- você precisa calcular apenas 1 bloco.
Envie seu e-mail com a palavra "desafio" no assunto; vou olhar esses e-mails apenas na quarta-feira, e considerarei como vencedor o primeiro e-mail enviado que tenha os cálculos corretos; ou seja, se você errar, já era. Revise bem, certo?
E como vou ao Brazil Patchwork Show em Campinas na terça-feira, é de lá que vou trazer um brinde para a vencedora.
Até a volta!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Desafio solucionado - super rápido!
Gente, a Lotus foi morar em Juiz de Fora mas continua ligadona em nossas atividades - e faturou o brinde, resolvendo o desafio em tempo recorde!
Aqui vai o cálculo conforme copiei do e-mail dela; a ilustração é minha - ela calculou pelas cores do primeiro bloco da segunda linha :
Aqui vai o cálculo conforme copiei do e-mail dela; a ilustração é minha - ela calculou pelas cores do primeiro bloco da segunda linha :
- grade de 5x5
- tamanho do bloco 10"
- laranja 4x 2 ½” x 2 ½”
roxo 4x 2 ½” x 2 ½”
azul 5x 2 ½” x 2 ½”
neutro 4x 2 ½” x 2 ½”
azul e neutro fazer bipartidos:
azul 4 x 2 7/8"
neutro 4 x 2 7/8"
Outra opção seria usar gansinhos em vez de bipartidos; nesse caso, os gansinhos mediriam 4 x 2" e as peças seriam cortadas assim:
Quadrado maior (azul): 1 unidade medindo 5 1/4"
Quadrados menores (neutro): 4 unidades mendindo 2 7/8"
Agora, todas devem estar curiosas para saber que brinde a Lotus ganhou. Aqui vai: é um "hanger" - um mini varão de 6 polegadas para pendurar um mini banner - novinho, na embalagem:
Ah, que pena, não vai dar para eu mandar junto um dos gatinhos pelo correio!
Parabéns, Lotus!!!
Bem, essa foi uma pequena bricadeira para animar a inauguração do blog. Mas faremos muitas outras vezes - fiquem ligadas!
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